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Monstro de escuridão e rutilância, foi replicado a partir dos restos de sêmen de uma iguana presentes em ranhuras duma rocha antiga encontrada no Golfo do México. Responsável pela produção caseira atual do jogo PONG, programa com sua sapiência símia altas coisas. Decorador nas horas vagas. Tipo, ele faz o design do blog.
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segunda-feira, junho 23, 2008
segura na mão do Steve e Vai

 

Mirando as lentes de contato na mesa, Alfonso Hércio sentia o desgaste trazido pela idade: do cansaço na vista à manifestação da há pouco inexistente hérnia de disco, mas principalmente a necessária violação da privacidade elementar do indivíduo acarretada pelo toque profundo e ríspido do malévolo benfeitor de branco.

Como caralho alguém toma a decisão de atender como proctologista?!?

A julgar pelo buraco em que vivia, era custoso acreditar que tratava-se de um profissional credenciado. Ah, a angústia que brotava desse questionamento...
Casado e com gêmeas, Ignaldo Soarez, o profissional cutucador era quase realizado e muito respeitoso e sensível em suas relações interpessoais: as gêmeas iam à loucura na cama tamanha a dedicação do homem. A maioria dos pacientes, apesar da desconfiança (devida à verdadeira barganha que era o preço de sua consulta), reagia bem ao encontro e nutria certa fidelidade, ano após ano retornando ao consultório.
Pensando bem, talvez fosse apenas o precinho camarada. Sabe como é, uma vez por ano...
Como pai, Ignaldo era de certa maneira rígido, impondo horários rigorosos e limites um pouco absurdos em casa para as gêmeas.

Certa manhã, depois de despertar de sonhos intranqüilos, Alfonso Hércio encontrou-se em sua cama com um enorme anfíbio cravado em seu orifício anal. Não sentia dor, apenas um incômodo e um claro estranhamento.
"Putaquepariu", pensou. "Com que cara eu vou à padaria?? Essa joça aí se mexendo e coaxando e fazendo volume na calça e o caralho...tinha que ser de sábado??". De fato, seria exposto ao ridículo se o ser coaxante fosse de alguma forma evidenciado.
Destarte, rumou à cozinha determinado a servir-se do desjejum, desta vez sem pão, fresco.
Sua refeição baseou-se então numa empada de cabelo e uma caneca de caldo de cana recém-envelhecidos na geladeira.
Após saborear seu indigesto começo de dia,duas doses da marvada, pra anestesiar. Importante observar que, devido sua excepcional situação, Alfonso, o atendente de telemarketing sênior, sujeitou-se a ingerir o café-da-manhã de bruços e sem calças; os líquidos secretados pelo sapo anal não mais adormeciam seu sofrido esfíncter com a intensidade de minutos atrás e os protestos sonoros eram em menor quantidade. A discrição era essencial mesmo em sua residência, pois seus dois gatos castrados de estimação ainda encontravam-se nos braços de Morfeu.
Sua rotina de sábado de ordenhar voluntariamente homens manetas num centro de coleta de material genético local fora abruptamente interrompida pelo imprevisto.
Tão súbita quanto a aparição do anfíbio azul em sua vida foi a alucinação subseqüente à qual se sujeitava; primeiro a vista turva. Quando deu por si, imergia em orquídeas multicoloridas e de superfície indefinida. De seus braços brotavam cerdas púrpura e anil, que serpenteavam emitindo diversas tonalidades de sons nasais abafados, porém contínuos. Uma trolha gigante o circulava, como um apache de filme do John Wayne executando a Dança da Chuva. O pênis giratório de aprarência transparente era como um divã; o ritmo frenético do falo acolhedor culminou numa monumental e enlouquecedora ducha de éter, despejada sobre Alfonso.
Algumas horas depois, já ciente de si, o homem, cheio de ressentimento, cogitava fortemente a remoção do ser vivo que obstruia o túnel Ayrton Senna.
Provavelmente a cena traumatizante que não há muito presenciara vividamente em seu delírio era decorrente do encosto anal, julgou.
No desespero do momento, apenas uma opção para o alívio imediato de seu problema vinha à mente: Ignaldo Soarez.

continua futuramente

Expelido por: névoa às 01:43
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