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terça-feira, agosto 12, 2008
Die Verbostlung

 

Eu, larica, apresento orgulhosamente para vocês, a minha mais nova criação! Uma mistura de A Metamorfose (Die Verwandlung, em alemão, para que geral entenda a anedota do título) com os contos do Marquês de Sade, DIE VERBOSTLUNG!!! Peguem sua pipoquinha e disfrutem.

"....Uuuunnnnrrghhh"

E assim, sob grunidos e rugidos vindas das vozes, Todd expele seu último pesar, após tossidas violentas, arrotos barulhentos, e algumas babadas. Todd não se sentia bem. Nunca se sentia bem após deixar o seu pesar. Era sempre assim. Uma determinada hora, Todd começava a ficar pesado, sentia que tinha que expelir algo. Sem muitas demoras, ele saia do seu breu onde ele vivia e se deparava com um espelho de água, em um local mal-iluminado. Ele sempre achava esse espelho lindo. Ele nunca via nada, só o espelho. Ele morria de dó a cada vez que ele tinha que soltar seus fétidos pesares em cima desse belo espelho. O mais incrível era que esse espelho sempre engolia seu pesar, e refletia parte do pesar, parte dele.

Todd sempre se envolvia em uma contemplação filosófica, em que ele padecia pelo seu passado desconhecido. O pesar e o espelho, o espelho e o pesar. Tristeza. Todd era uma pessoa culta, ele acreditava em carma. Sempre achou que foi um péssimo homem, e que hoje, estava pagando pelo seus crimes. Finalmente, após mais uma sessão de contemplação (olha que essa não foi das piores!), ele vê um outro mundo ao redor. Geralmente monocromático. Varia de vez em quando, mas a maioria das vezes é branco. O lugar sempre estava instalado com um espelho e outros aparatos, que ele ainda não conseguia identificar. E sempre vinha as Cinco Pontas. Sempre no mesmo horário. Sempre com os mesmos gestos. Esse ser automatizado sempre o limpava do excesso de pesar. Em seus pensamentos, Todd sempre pensou que as Cinco Pontas faz parte da Maquinum, o conjunto de seres robotizados e automatizados que ajudavam o nosso querido Todd durante seu eterno padecer.

Como vocês estão vendo, Todd era uma pessoa muito infeliz. Sua depressão chegava a tanto que ele passava a maioria do tempo dormindo. Só acordava quando a terrível dor do pesar voltava. Mas isso, caro telespectadores, até o dia em que ele se deparou com uma voz:

-... Oi? Alguém está aí?


-Hm? Alguém está falando comigo??

-E aí parceiro! Como você está cara?

-Hã?? O quê?

-Pô... qualé bicho... você parece nervoso.


-É claro que estou nervoso porra! Desde que estive nessa condição, nunca mais conversei com alguém!


-Que condição? Do que você está falando?

-Oras... nessa... nessa lamentação milenar que nunca se acaba...


-Lamentação? Do que você está falando rapaz? Você está louco?


-Eu não sei! Eu estou nessa condição, em que eu vejo raramente a luz, fico preso nesse meu calabouço, nesse breu. Quando eu não estou nessa escuridão sufocante, saio para despejar meu pesar.

-Ahahaha o que você está falando, rapaz? "Despejar seu pesar"? É assim que você chama? Ahahaha o cara não caga, ele "despeja seu pesar". Ahahaha essa foi a melhor que eu já ouvi em muito tempo.


-O quê? "Cagar"? Não me desrespeite! Veja bem, eu acredito em carma! Estou pagando pelo meus pecados passados!

-Ahahaha você é hilário cara. Deixe eu lhe contar. Somos cus! Bundas! Somos um belo par de nádegas acompanhado de um buraco de merda!


-Hããããaa?!?!?! Quer dizer que esse meu lamento todo era merda? Eu andei cagando esse tempo todo? Então...


-AHAHAHA exatamente meu caro amigo. Nunca vi um cu tão paranóico quanto você viu? Acredito que você deveria procurar um especialista. Seu caso é sério!


-CARALHO! Que mané especialista, rapaz! Quer dizer esse tempo todo, todos esses arrotos e tosses que eu tinha eram peidos! E meus pesares eram cocôs?? Eu andei filosofando sobre a vida e o além por essa eternidade, tentando entender a minha existência, para chegar a isso? Que eu sou um cu? Puta merda! E aquela porra de espelho era a água do vaso! Então eu estou cagando para outra pessoa???


-Não... veja bem, teoricamente você está cagando. Ponto. Essa é sua função. Você tá contribuindo tanto pro seu corpo como pra você. Pois é meu amigo, alguém tem que fazer o trabalho sujo!

-Ahhh Céus!! Sou um Ânus!! Vocês não poderiam ter me feito em algo menos nefasto?? Por que tal penitência? Merda, fezes... ah! Que nojo! Eu estive excretando merda esse tempo todo! Ó! O HORROR!


-Não seja tão melodramático. Somos apenas o cu, o buraquinho de merda, o terminal excretal, o fim da picada, o fim da parada! Cu, cu e cu!

-Ó... Céus...


-Xi, pelo jeito tô de saída. Meu amigo maluco, deixe eu lhe dar um último detalhe para você que tá se tocando de como é que as coisas funcionam agora. Cuidado pra não afrouxar quando seu dono libera para a galera! Hehehe, abraços!

-(Porrrrra, não acredito que aquilo era um PÊNIS.)




Moral da história: Aceite a verdade. Não adianta filosofar sobre a vida e o mundo quando você é um bosta.

Expelido por: larica às 20:19
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