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Hippie e sujo, trabalha como vassoura humana para garantir seu angu no final do dia. Voou pelo mundo no seu tapete mágico defendo idéias como beat e vorticismo. Só sabe tocar Hurricane do Bob Dylan, e estranhamente, expele fumaça roxa ao fumar, por isso, o apelido.
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quinta-feira, outubro 30, 2008
Realidade

 
A realidade é crua, é ácida, é frustrante, mas é a famosa "verdade absoluta". Aceite quem quiser. Por isso, há diferentes pessoas que encaram a realidade de várias maneiras. Eis as maneiras:

Há aquela pessoa que encara a realidade de peito, cara fechada e olhos nos olhos na filha-da-puta. Esse tipo de pessoa, você vai encotrar em blogs como o nosso, e em blogs que apreciamos muito que se encontram nos nossos links. Ou seja, esse tipo de pessoa, sou eu e meus companheiros de blog. É particularmente difícil fazer isso porque geralmente vamos contra algumas regras. Não seguimos as leis a risca, não temos valores familiares moralistas completos, questionamos qualquer tipo de valor. Enfim, fugimos da norma.

E por isso, sofremos, na maioria das vezes, indiretamente com isso. Sofro com o mundo, com a sociedade, com as regras, mas vamos pegar um exemplo bem básico: meus pais. Eles têm uma cabeçinha de Jânio Quadros, e eu tenho a minha cabeçinha, que vocês estão vendo agora (sem querer entrar em detalhes, pois esse não é objetivo desse texto). Esse é um exemplo de sofrimento indireto. Não parece que os conflitos sociais que você tem, por menores que sejam, são por causa desse desbravamento contra a realidade.

Claro, há também aqueles que sofrem diretamente. Esses daí, ao meu ver, são masoquistas. São aqueles que já não sofrem bastante indiretamente, precisam deixar óbvio sua rebeldia e se vestir, se comportar diferente de todo mundo para mostrar sua revolta. Eu tenho tudo para ser um rebelde perfeito. No entanto, prefiro ter uma boa vida social, bons amigos, me vestir dentro do padrão, e evitar um sofrimento evitável. O ser humano é mau. Quando você se diferencia tão obviamente, você vai ser alvo certeiro de chacotas e encheção de saco. "Tá na merda, fecha a boca."

Há aquela pessoa que encara a realidade cabisbaixo. Sem contatos direto com ela, tentando evitá-la. O típico covarde. Essa pessoa tem conhecimento suficiente para se tocar dos lixos da vida, mas prefere aceitar sua condição. Pelas pessoas que já conheci que apresentam essa característica, geralmente são pessoas bastante problemáticas, porque essa alternativa mostra total ausência de personalidade e atitude. É um caso perfeito de apatia. O que essa pessoa faz geralmente pra esquecer isso? Toma drogas, bebe, se entorpece, foge da realidade. Era exatamente nesse ponto que eu queria chegar; ela foge da realidade. A realidade tá lá, na frente do infeliz, mas ele sempre olha para um outro lado, a evita.

Há aquela pessoa que encara a realidade de costas. Esse tipo de pessoa... me dá uma certa catarsia profunda. Tudo bem, pelo menos ela não é covarde. Mas veja bem, essa pessoa tem o conhecimento para saber dos excrementos da realidade, tem a sabedoria. Enfim, geralmente são pessoas bem educadas, que conhecem virtudes nobres e frequentaram uma boa escola. Conhecem pensamentos diversos desse vasto mundo. Enfim, não necessariamente, mas em geral são cultas. Agora, essas pessoas encontraram um jeito de se distrair completamente da realidade. Elas estão nem aí com o mundo, ou com sua integridade (da pessoa e do mundo). Essas pessoas só querem se divertir com os sujos meios que o mundo capitalista criou para entreter a massa. Ou seja, elas ocultam a realidade com a televisão, com a música da "moda" (axé, funk, pagode no quesito nacional, e rap, black, pop, no quesito internacional), com compras no shopping ou em qualquer bem material que lhe trague uma felicidade momentânea. (esses tipos de pessoa também estão sujeitas a usar drogas, como método de diversão)

Para essas pessoas, é tudo uma questão de momento, de agora. É esporádico, é efêmero. Mas vendo o lado semântico dessas coisas, essas pessoas estão certas. A felicidade é momentânea mesmo. Felicidades de longo prazo são aquelas que demoram para ser realizadas, mas quando são realizadas, devemos comprir outra de longo prazo. É tudo muito rápido. A vida é muito rápida. Não há porque a felicidade também não ser.

Meu ponto é... que esse tipo de felicidade que o mundo dos negócios e capitais nos propõe, é hipnotizante, é controladora, é massificante. Essas pessoas tinham tudo para ser pessoas dignas, mas não, elas preferem ser controladas, submissas a tudo que elas fazem. O importante é que elas trabalhem e gerem renda. Afinal, o país necessita de estatísticas. De PIBs, ZIBs, TRIBs. Enquanto elas acordarem cedo, irem trabalhar, voltem para casa, sem causar qualquer tipo de distúrbio na sociedade, é isso que o nosso mundo quer. Uma pessoa trabalhando sem causar nenhum auê para aparecer como um +0.00001% na tabela. Isso é muito baixo. "É rapa do tacho".

E finalmente, há aquela pessoa que não conhece a realidade. Ela pode estar presente, por ali, ao redor dela, mas essa pessoa NÃO sabe do que estamos falando. Esse tipo de pessoa, eu respeito e sinto um pouco de pena. Essas pessoas geralmente são aquelas miseráveis, que nunca tiveram acesso a qualquer tipo de cultura e informação, fora a TV GLOBO®. Geralmente esses indivíduos e uma mula de carga são a mesma coisa. Não tem opinião, não tem cultura, por isso não é digna de ser respeitada, porém tem força física, e ela precisa de dinheiro pra comer. Por isso, vá trabalhar na roça, na inchada, nos prédios, limpando o chão. Enfim, eu não sei dizer se o parafuso é mais útil que essas pessoas. Eu sei que os parafusos precisam delas para serem presas na parede. Geralmente, para se divertir, elas fazem as mesmas coisas que as pessoas que encaram a realidade de costas.

Reparem, caros leitores, que minha comparação foi decrescente. Ou seja, mateticamente falando, fui do menos massifacante, ao mais massificante. Fui diminuindo na pirâmide da individualidade. Do indivíduo, integro, e respeitável, com opinião e garra, até aquele que nem palavra tem. O importante é que ele esteja bem, e feliz.


Não é o que todos queremos?

Expelido por: larica às 12:06
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