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domingo, outubro 12, 2008
Zé do Cano

 

Pré-scriptum: Depois de ler inúmeros contos dos meus dois contadores favoritos de história/blogueiros distopianas, pagãs e ultrarealistas, Reinaldo Bruto e o nosso argh lemòn, do atual saudoso Bigotron, eu me inspirei e decidi tentar minha chance contando uma historinha no estilo. Vamos ver no que dá.

... Eram 4 horas da manhã de um domingo. Silêncio tranchante de pequena cidade aún coronelizada. ACM era o nome de Deus naqueles cantos. Jesus usava chapéu de boiadeiro, e seus arcanjos e anjos eram temidos... muito temidos. Era como o povo de lá constumava retratar a situação:"MALquiavélico...".

Movimento pequeno, somente quem era vagabundo estava nos bares ainda bebendo, por que de manhã era dia de acordar com o galo, era dia de enchada. Grilos noturnos e outras criaturas mais exóticas ecoam por mato a dentro, pelos cantos mais escuros da avenida principal da cidadezinha, ainda de terra. "São Betão", como o povo carinhosamente apelidava sua cidadezinha, originalmente chamada "São Sebastião das Boas Graças", localizada nos cantos mais remotos do norte Brasileiro.

O dono do bar, já sentia a chegada da pessoa. Do "demo", da "feiura". Os que lá se divertiam também sentiram as passadas da malvadeza. Era ele. O Joséilson Costa da Silva Rocha, também conhecido como o "Zé do Cano". Figura importantíssima no plano da produção intensa de soja. Importantíssimo produto da agricultura e da economia Brasileira. Ninguém sabe de suas origens, mas todos sabem que todo mundo o teme, sabe de sua influência notável quando o assunto era política. E convenhamos... lá não havia política, havia "correção".

O Zé do Cano jamais andava sozinho, era sempre seguido por uma legião de empregados e capatazes tamanha sua reputação. Mas todos sabiam. Quando ele andava sozinho, era a morte caminhando. Todos desejavam que fosse a morte mesmo. Mas não era. Era pior. Era o Zé do Cano. Ele nunca falava em matar ninguém, e sempre falava em fazer "sofrer".

Zé do Cano entra no bar. Armado com uma Colt .45 de uso militar Americano, sua peixera que era conhecida por cortar até aço, e um cigarro Marlboto® maximum blend na boca. O silêncio tardio daquela pequena cidade já era grande; sua presença lá calavam até a bicharada, e o vento.

Ele dá um ajeitada sagaz em seu bigode másculo e não demora muito:"Vocês sabem quem eu quero. Apontem logo a criatura para mim pra acabar logo com isso. A noite é longa, e verme eu gosto morto logo."

Nem precisaram apontar. O desgraçado se desesperou em prantos e se ajoelhou no chão, pedindo clemência e misericordia. A pobre "criatura" (como o Zé do Cano chamava suas vítimas) se rastejava no chão sujo e molhado do pequeno boteco, foi até o pé de carrasco e o beijou, explicando a soluços da situação, que a culpa não era dele, que ele tinha engravidado uma menina, que ele era muito jovem e não tinha emprego, que ele estava desesperado. Sem dente e iletrado, o futuro dele era visivelmente inexistente. "Eu não vim por isso não, criatura. Eu tenho mais tempo pra perder com choradeira e reclamações. Mastiga, e engole, criatura. Eu odeio gente que mastiga, depois cospe. Fracos."

Depois dessas singelas e duras palavras, foram uma butinada nos dentes restantes, outra no estômago, o suficiente para regorjitar sangue, e mais uma só para garantir que ele ficasse de quatro. Abaixou as calças do infeliz repentinamente, e disse:"Pra você, é sem cuspe". Enfiou o cano de sua Colt uns 4cm para dentro do cu do rapaz. Sem mais, nem menos. O grito de dor foi interrompido pelo barulho do tiro. Zé do Cano pede ao dono um copinho de aguardente. Ele molha o cano de sua bichinha na aguardente, para esterilizar e limpar aquela linda arma. Dá uma mexida na pinga com o cano e o líquido rapidamente muda de cor para um tom marron avermelhado. Olhando ferozmente para o horizonte sem estrelas e sem lua daquela noite, dá uma última tragada na sua bituca de Marlboto® maximum blend, bate o copo na mesa, e vira tudo. Não faz nenhuma careta, e olha de um jeito para o pequeno público do bar que eles até caem sentados no chão.

O Zé desaparece nos últimos suspiros daquela noite, e sol começa a clarear aquele calmo começo de dia. Os galos começam a cantar, e o dono pensa em fechar o bar. Era dia de recomeço, era dia de trabalho, de suor. Era mais um dia para todo mundo a mais, até o dia que o Zé do Cano chegasse. Só espero que ele não beba minha merda com sangue, por que eu acho isso um tanto nojento.


É... ninguém é perfeito, galerinha. Espero que vocês gostaram. Fui escrevendo a meu gosto; escrevendo e construindo a historinha no instante. Beijocas a todos.


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Expelido por: larica às 19:21
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